terça-feira, 22 de julho de 2008

Rachel Corrie...


Rachel Corrie era uma rapariga estudante norte-americana de 23 anos que, por solidariedade internacional, se deslocou a Rafah, na Palestina, quando os tanques e as tropas israelitas invadiram, ocuparam terras palestinianas, destruindo e matando pessoas e bens.

Em 16 de Março de 2003 numa tentativa para travar essa onda de destruição e morte, Rachel colocou-se à frente de um bulldozer do exército israelita para evitar o derrube de mais uma casa de uma família palestiniana. Foi então que o potente bulldozer avançou, matando Rachel, o que constituiu um verdadeiro assassínio deliberado.
“Estava sentada na trajectória da Bulldozer, o condutor viu-a, continuou e passou-lhe por cima”, declarou Joseph Smith, militante pacifista da EEUU.
Os companheiros tentaram de todas as maneiras parar a escavadora, e depois prestaram ajuda, mas não havia nada a fazer.
As autoridades Israelitas deram diferentes versões do sucedido, todas elas desmentindo a documentação fotográfica e os testemunhos. A jovem foi morta a sangue frío de forma bárbara, enquanto se manifestava de forma pacífica.
Rachel e os seus companheiros, denunciaram que todos os dias dezenas e dezenas de casas são destruídas na fronteira de Gaza, que os bombardeamentos danificaram os poços de água doce nos campos de refugiados de Rafah e que os mesmos não podem ser reparados pelos trabalhadores palestinianos sem se exporem às balas israelitas.
É tempo de parar com estas barbaridades... É tempo de Amar...

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Falsa Honra...



A jovem Rand Abdel-Qader de 17 anos, uma jovem Iraquiana, foi pisada, sufocada e esfaqueada pelo seu pai, que depois a enterrou de uma forma não cerimonial para aumentar ainda mais a desgraça da jovem. Isto depois de o pai ter sido avisado por conhecidos seus que Rand estava a mostrar em público sinais de simpatia para com um soldado Inglês na cidade de Basora, enquanto trabalhava para uma organização de apoio a vítimas Iraquianas. A jovem foi morta pelo pai, que contou com a ajuda dos seus dois filhos homens, tudo isto à frente da mãe de Rand, que nada pode fazer para impedir o que aconteceu.
Abdel-Qader Ali, pai de Rand, disse para o Guardian, um jornal do Reino Unido, que o único remorso que tem… é não ter matado a filha no momento em que ela nasceu. “Se eu soubesse no que ela se iria tornar, tinha-a matado no momento em que a mãe a teve. “
Numa entrevista no jardim da sua bem cuidada casa na cidade de Al-Fursi, Abdel-Qader continua um homem livre. Depois de ter sido detido pela polícia de Basra, foi libertado duas horas depois sem qualquer acusação. Pelo contrário, a polícia deu-lhe os parabéns pela sua acção. Abdel-Qader disse que “estes polícias são homens que sabem o que significa ter honra”.
“Morte é o que ela merecia”, disse Abdel-Qader. “Não tenho qualquer remorso. Eu tinha de dar um exemplo a todos os meus amigos que são pais, como eu, e que sabem que aquilo que ela fez não era aceitável para qualquer muçulmano que honra a sua religião.”

Esta foi apenas uma das cinco mil mulheres que todos os anos são vítimas dos «crimes de honra» em todo o mundo. As milícias religiosas conhecem a obsessão divina com a roupa e os comportamentos femininos e sabem como Deus exulta com a morte das mulheres que o contrariam. Já é tempo de parar com estes crimes e começar a Amar...

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Indiferença...

Omayra Sanchez foi uma menina vítima do vulcão Nevado do Ruiz durante a erupção que arrasou o povoado de Armero, Colômbia em 1985. Funcionários da Cruz Vermelha teriam feito repetidos apelos ao governo por uma bomba para baixar o nível da água para ajudar a libertar a menina. Os socorristas acabaram por desisitir e passaram o resto do tempo com ela, confortando-a e rezando com ela. Ela morreu cerca de 60 horas depois de ficar presa. Omayra mostrou-se forte até o último momento de sua vida, segundo os paramédicos e jornalistas que a rodeavam. Durante os três dias, manteve-se a pensar somente em voltar ao colégio e aos seus exames e à convivência com seus amigos. O fotógrafo Frank Fournier, fez uma foto de Omayra que deu a volta ao mundo e originou uma controvérsia a respeito da indiferença do Governo Colombiano com respeito às vítimas de catástrofes. Muitos vêem nesta imagem de 1985 o inicio do que hoje chamamos Globalização, pois a sua agonia foi vivida em tempo real pelas câmaras de televisão de todo o mundo. Também nós devemos desistir de Amar?...

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Uma Ama Especial...


Mostrando um vínculo único de amor entre simios e seres humanos, um macaco em Orissa's Dhenkanal, adoptou o papel de ama, para cuidar de um bebe humano enquanto a sua mãe está ocupada a fazer as tarefas domésticas.
Todas as manhãs, o macaco chega a casa do bebe e passa o resto do dia a cuidar dele. Às vezesa o macaco vai dormir com o bebe na casa.
"Inicialmente, fiquei assustada por este invulgar carinho demonstrado pelo macaco para com o meu bebe. Mas hoje, o macaco cuida dele o dia inteiro quando estou ocupada com o meu trabalho doméstico. Sentado ao lado do meu filho, o macaco cuida dele como uma mãe e nunca o magoa", disse Kamalini Khuntia, a mãe. Rohit Khuntia e Kamalini Khuntia, os pais da criança ficaram assustados e foram relutantes em permitir que um macaco fosse para junto da criança. Eles ainda tentaram afasta-lo. Mas isso não impediu o macaco de visitar a sua casa e brincar com o bebe.
Ambos os pais desistiram do seu medo e agora tratam o macaco como família. O único incidente causado por esta incrível relação de amor e cuidado entre um macaco e uma criança foi tornar-se agora o falatório da cidade. Isto sim é Amor...

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Apedrejamento até a morte...


Em Abril de 2007, o mundo ficou a conhecer a trágica história de Du'a Khalil Aswad, uma jovem de 17 anos que foi apedrejada até à morte na sua terra natal de Bashika, Norte do Iraque. O apedrejamento demorou cerca de meia hora e teve uma assistência de duas mil pessoas, entre os quais familiares. Supostamente foi registado por uma câmara de telemóvel de um habitante. As imagens foram mais tarde colocadas no site curdo Jebar.info e, posteriormente, foram reproduzidas pelas televisões e jornais de todo o mundo.
De acordo com as notícias veiculadas, Du'a, pertencente à minoria religiosa Yezidi, terá se apaixonado por um jovem muçulmano sunita com quem decidiu casar. Por isso, converteu-se ao Islão, o que terá provocado a ira de um grupo de homens yezidis da sua própria família.
Os yezidis são uma seita pré-islâmica e cujas tradições são pouco conhecidas. Sabe-se apenas que praticam uma espécide de culto de adoração ao Diabo e que deverão ter cerca de 300 mil fiéis espalhados pela Arménia, Iraque, Turqia e Síria.
Aquele acto bárbaro e medieval foi praticado no "novo" Iraque, o que foi "libertado" de Saddam Hussein. Mais irónico ainda é o facto de ter acontecido no Curdistão, aparentemente uma região mais ordeira e organizada relativamente ao resto do território iraquiano.
PAREM a tirania contra as mulheres! Amem-nas...

Mutilação Genital Feminina...


A Mutilação Genital Feminina (MGF) é um costume sócio-cultural que causa danos físicos e psicológicos irreversíveis, e ainda, é responsável por mortes de milhares de meninas. Pode variar de brandamente dolorosa a horripilante, e pode envolver a remoção com instrumentos de corte inapropriados (faca, cacos de vidro ou navalha) não esterilizados e raramente com anestesia. Viola o direito de toda jovem de desenvolver-se psicosexualmente de um modo saudável e normal.
Segundo essa tradição, pais bem intencionados providenciam a remoção das suas filhas pré-adolescentes do clítoris, e até mesmo dos lábios vaginais. Há uma outra forma de mutilação genital chamada de infibulação, que consiste na costura dos lábios vaginais ou do clítoris.
A MGF é considerado no mundo ocidental um dos grandes horrores do continente africano. A sua prática está cercada de silencios e vivida em segredo. Manifestar-se contra esse costume é difícil e, às vezes, perigoso para mulheres ou homens que se opõem. Em muitos casos, são acusados de ser contra as tradições ancestrais - dos valores familiares, tribais e religiosos, e mesmo de rejeitar seu próprio povo e sua identidade cultural.
Algumas culturas crêem na falsidade de que os órgãos genitais femininos são "impuros" (uma ideia religiosa de pecaminoso) e tem de ser purificados - sendo extirpados. Assim somente os homens teriam o direito de desfrutar o prazer sexual. Acredita-se também que a mutilação genital feminina melhora a fertilidade, desencoraja a promiscuidade sexual e aumenta a oportunidade da menina vir a se casar. Irónicamente, a frígidez ou a infertilidade causadas pela mutilação genital levam muitos maridos a evitar o relacionamento sexual com as suas esposas e a procurar relacionamentos extra-matrimoniais. Não acham que é altura de parar e Amar?...

quinta-feira, 13 de março de 2008

Princesa do Povo...


A fotografia foi feita no início de 1997, durante visita da Princesa Diana à Angola. Por quase três décadas Angola viveu uma guerra civil que matou grande parte da população e levou o país à miséria total. Finda a guerra o país sofre com outro problema grave, as milhares de minas terrestres enterradas por todo o território. As minas continuam a matar ou a mutilar os angolanos. Nessa visita a Princesa Diana sensibilizou o mundo para o problema das minas terrestres em Angola. Por incrível que pareça os próximos 1000 anos não serão suficientes para acabar com todas as minas terrestres que estão enterradas.
A princesa e a menina mutilada de guerra. Dois sorrisos singelos para o registo da objectiva. Cores suaves, harmoniosas. Carinhosamente a princesa segura a bengala da menina. Bengala feita de madeira, improvisada diante da penúria da guerra. Um encontro que poderia ser uma ilusão de momento, a menina pobre e mutilada ao lado da bela princesa, um lapso de magia registado no tempo. Duas mulheres diferentes na cor, na nacionalidade, no vestir, na forma de pensar e traduzir a vida.
Um momento de carinho em uma vida tão desprotegida socialmente.
A imagem é doce, contemplativa, atemporal. Apesar da falta da perna, a menina mostra um semblante sem dor, sem rancor ou mágoa, um semblante altivo, orgulhosa por estar ao lado da figura carismática e lendária da princesa Diana. É como se a bengala segurada pela princesa desse o descanso e o amparo que os horrores da guerra não dão.
Além do sublime, do singelo e do sonho, percorreremos a crueza da fotografia. O sabor lancinante da perna substituída por uma bengala de madeira. Dentro do sorriso de cada mulher deparamo-nos com os contrastes acentuados de dois mundos. A menina africana, a princesa europeia. Dois universos distintos. O continente rico e o continente pobre. A menina-mulher mutilada pela guerra, empobrecida pela escassez de recursos, fruto da exploração de um povo através dos séculos. Na bengala da menina o retrato do fim de uma era, uma esperança fugaz nas mãos do ocidente, aqui revelado no amparo da princesa. Um verdadeiro gesto de Amor...